Vida apos a radiação

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Vida apos a radiação

Mensagem por Ivy Blackwood em Seg Abr 20, 2015 2:20 am

2023...
Era uma noite fria. Alguns operários ainda vasculhavam as evidências que a destruição em Chernobyl havia causado. Haviam ossos velhos e pedaços de plantações que tinha um cheiro forte de morte, tudo ao redor parecia lembrar as milhares de pessoas que haviam perdido suas vida no acidente.
- Não achava que precisaria de tanto? - Argov usava um tipo de roupa que fazia sombra no seu rosto deixando-o com ar de mistério. Seu sorriso deixava evidente algumas cicatrizes no canto de sua boca. - O que ainda quer?
- Não queria incomoda -lo - O governador limpa a garganta antes de continuar - Temos algo que pode despertar seu interesse. Preciso apenas que venha comigo.
- Acho que deixei bem claro que não voltarei a Chernobyl.
- Mesmo que o que tentou encontrar ha muito tempo tenha finalmente dado resultado? - proferi ele deixando bem claro que não estava ali pra brincadeiras. Tinha seus objetivos e Argov faria partes deles mesmo contra sua vontade. - Então, não tenho mais nada o que fazer aqui. Tenha uma boa noite.
Argov fecha a porta com força antes mesmo que o Governador se virasse para abri-la. Seus olhar ela frio a luz fraca do hall de entrada.
- O que exatamente está falando?
~~~~~~~~~~
Haviam andado algumas quadras depois de descer no velho aeroporto de Chernobyl que agora jazia na escuridão e esquecimento, dando ao lugar um ar assombroso. Alguns lugares estavam em reconstrução e aquilo despertou em Argov uma lembrança que o deixou com uma ponta de amargura. Se pudesse vê-la outra vez, pensou ele. Ela nunca seria capaz de olhar no meu rosto sem sentir pavor.
Parecia que a Casa Principal não sofrera nenhum dano, mas mesmo assim cheirava a morte. Ninguém nunca soube ao certo como muitos ainda conseguiram sobreviver, mas morrera muito mais dos que os que permaneceram. Enquanto alguns morria e sofria com deformações, outros ja não aguentavam mais seus sofrimentos e decidiram desistir. Ao olhar pelas janelas de vidro um pouco manchadas pelo tempo ainda conseguiu imaginar a imagem de sua mãe calma o observando de uma delas como fizera quando ele era garoto.
- Devo lhe informar que terá um bom motivo para me manter de volta aqui - Argov quebrou o silencio quando o governador abriu uma grande porta que daria para um armazém que agora tinha um aspecto de observatório. Haviam vidros resistentes o bastante para não quebrar com balas nem objetos arremessados nele de até 100 kg.
O governador continuava em silêncio, mas ria por dentro com todo o desenrolar da historia. Haviam alguns Civis ao seu lado quando passou pela porta. Bem treinados p bastante para perceber qualquer movimento.
- Prefiro que veja com seus próprios olhos - ele finamente fala apontando para o vidro no qual Argov teve que se inclinar até sua visão se acostumar com o claro das luzes e perceber a pequena criatura encolhida no canto da parede - Esperava por isso?
- Mas quanto...
- Desde a Explosão, não sei como, mas parece ter se adaptado a radiação. Seu corpo não sofreu nenhuma alteração física, enquanto por outro aspecto - O governador ativa um tipo de câmera de vigilância noturna, era uma gravação de uma das noites. A pequena sofria treinamentos que a machucavam, mas com o passar as imagens parecia ter mais agilidade e apresentava alterações de comportamentos como se estivesse adaptada a escuridão como se enxergasse no ambiente escuro como se estivesse totalmente claro - O melhor esta por vir.
Ainda estava com os olhos fixos na tela, quando um tigre é solto dentro do recinto apertado onde ela se encontrava. Ele por um tempo temeu o que o felino poderia fazer a ela. Nos primeiros minutos ele pareceu avançar na direção dela com cautela, como se fosse dar o bote a qualquer momento, mas minutos depois ela parecia brincar com ele. Agora parecendo mais um gato de estimação ele estava deitado perto dela a aquecendo do frio enquanto ela tremia um pouco acariciando seus pêlos.
- Os humanos que achamos vivos, metade deles sofreram alterações em seu DNA e são dotados de habilidades que um ser humano jamais poderia chegar. Muitos deles conseguem usar mais do que 50% da sua capacidade cerebral.
- Como foi possível?
- Não sabemos exatamente. Estamos reconstruindo a cidade e fazendo novas buscas para tentar encontrar outros. O estranho disso é que não possuem habilidades diferentes, a radiação parece ter afetado cada um de forma diferente.
- E o que quer exatamente que eu faça? - pergunta Argov olhando ainda em direção ao vidro com o rosto coberto. Ninguém num vira seu rosto desde que fugiu de Chernobyl.
- Preciso que construa um tipo de Instituto onde treinaram esses sobreviventes. - O governador ri - Ha males para o bem, não é mesmo? Seriam ótimas armas ao nosso dispor.
- Nunca.
- Ok, então preferi que exterminemos sua aberração? Que trágico, ela é mesmo muito linda.
- Talvez possa servir de diversão para os Civis, seria bastante útil - um dos homens perto da porta fala e podia perceber que a raiva tomava conta de Argov naquele momento. Ele jamais deixaria que tocassem um dedo nela.
Antes que pudesse avançar em direção a ele, alguns Civis o agarram pelo braço com força o bastante de quase 10 homens juntos, não era de se admirar que o governo ja estava a usar os infectados.
- Não quero chegar a perguntar duas vezes.
- Se a deixar livre e os outros - diz por fim sentindo uma dor forte no braço apertado pelos homens - Eu aceitarei.
- Ótimo - diz o Governador - Então vamos as obras.


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